PALAVRAS NO AVESSO

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Marcos Fábio - 09:20 12/09/2017

Cem palavras sobre...

AMIZADE

Amizade, amizade mesmo é uma coisa rara hoje em dia. Amigo de fato é aquele que está do lado nos piores momentos da vida (hoje, este 'do lado' pode ser desgeografizado), que ampara nas maiores fraquezas, mas que dá bronca quando o outro faz uma burrada... e deixa de apoiar quando essa burrada é com B maiúsculo, mas fica escondidinho para acudir se sentir perigo...

Amizade não se compra na esquina, conquista-se com paciência e doação. É um sentimento lindo, talvez o único que depois se transforma em amor, sem que seja amor sexualizado.

Tenho poucos amigos; sou muito sortudo!

PAZ

Para vivermos bem, não precisamos daquela Paz que o Bush tanto apregoava perseguir no Iraque e nos demais recantos que invadiu. Nem daquela que Israel e os Palestinos encenam nos apertos de mãos. Nem daquela que a mídia reivindica... para vender notícias.

Não. Só precisamos da paz interna, da paz nos lares, da paz que deve existir entre os casais ou as famílias, da paz no ambiente em que vivemos e/ou trabalhamos. Essa é a única que interessa.

Sabe por quê? Porque é a única realmente factível. A outra é tão abstrata quanto o que passava na cabeça do Bush.

COR

Algumas pessoas têm reclamado que meus textinhos estão meio sorumbáticos...mas isso é porque, de vez em quando, a vida fica assim meio “amarronzada”...

Então, resolvi fazer desta vez um textinho alegrinho... Para isso, vou (re)mexer na memória, pensar em algumas coisas muito boas, algumas pessoas muito luminosas que passaram (?) na minha vida e a deixaram, de alguma forma, mais lilás, varrendo para baixo do tapete uns amarelões...

Lembrar dos amigos, dos amores, dos parentes, da minha linda mãe, dos meus colegas da infância, dos bons professores...e as palavras vão ficando mais e mais azuis.

Pronto: saiu um texto cor-de-rosa.

SURPRESAS

Falo de surpresas. Daquelas que nos assaltam nos dias mais “sem ter nem pra quê” do ano. Daquelas que ficam nos espreitando, escondidinhas atrás das portas das nossas lembranças, dos nossos sentimentos, das pessoas que nos rodeiam. Daquelas que nos trazem os sentimentos-bumerangue. Daqueloutras que remexem nos mais recônditos porões da nossa an/ontologia...

...até o dia em que nos encontram distraídos e se agarram em nós, se enroscam em nós como serpentes d'água... Quando são boas, ótimo. Quando não, que suportemos o sofrimento que elas trazem.

As surpresas são o nosso farol...o alerta necessário para que nos sintamos vivos, todos os dias do sempre.

AUTOR

Marcos Fábio

Professor do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão e membro da Academia Imperatrizense de Letras.

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