CIDADE

CIDADE

Brenda Herênio - 15:20 23/05/2017

Estudantes denunciam sucateamento de laboratórios na faculdade DeVry Facimp

A grande maioria das denúncias são referentes ao curso de Odontologia

Segundo os alunos, faltam materiais básicos para os laboratórios. (Foto: Reprodução)

Nos últimos dias, dezenas de alunos utilizaram uma publicação da página oficial da faculdade DeVry Facimp em uma rede social para denunciar as péssimas condições estruturais dos cursos que a instituição oferece.

Segundo eles, toda a publicidade em volta da faculdade é inverídica e que, após a venda da Facimp para o grupo DeVry, faltam materiais básicos para os laboratórios e os equipamentos se encontram sucateados.

A grande maioria das denúncias são referentes ao curso de Odontologia que atualmente está com mensalidade no valor de R$ 2.402,43.

“É um absurdo ter que atender o paciente em um box que não funciona adequadamente, refletores que ligam e desligam a todo momento, mangueira de irrigação das canetas TD ressecadas e quebradas. Ter que atender o paciente com ele praticamente sentado na cadeira, pois a mesma travou antes de se colocar o paciente em posição de trabalho. Com isso, você termina o procedimento suando frio com tanta dor nas costas, como já aconteceu comigo. É revoltante! ”, denuncia a estudante de odontologia, Gilvania Vargas.

A Facimp iniciou suas atividades acadêmicas em Imperatriz no ano de 2001. Atualmente, possui cerca de 2.000 alunos, 10 cursos de graduação, dentre eles: Odontologia, Direito, Farmácia e Enfermagem. Desde junho de 2016, passou a integrar a DeVry Brasil.

“É uma realidade triste para quem estuda. A falta de materiais em clínica, a baixa qualidade de equipamentos e livros. É uma faculdade cara, e deixa muito a desejar. Mesmo depois de tantas promessas da administração nova, ainda há carência em vários pontos, espero que sejam corrigidos e que venha condizer com a qualidade internacional que tanto pregam”, publicou o estudante Vinicius Bandeira.

Com grandes prejuízos para a formação, os estudantes buscam respostas e providencias urgentes da administração. O Correio tentou entrar em contato com a Assessoria da Devry Facimp, mas as ligações não foram atendidas.

EDIÇÃO IMPRESSA