CIDADE

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Daniela Souza - 17:51 10/07/2017

Quatro anos da morte do artista Iron Vasconcelos: Caso segue sem solução

Matéria faz uma retrospectiva da morte do artista

Em outros noticiários, é possível encontrar matérias [de 2016] em que o delegado Praxisteles Martins explica o caso. (Foto: Reprodução)

É só digitar o nome Iron Vasconcelos na internet que aparecem inúmeras matérias e reportagens sobre o assassinato do artista. Por consequência, essas matérias têm em comum nenhum desfecho e revolta demonstrada nos textos por sua morte não ter sido elucidada.

Hoje, 10 de julho de 2017, faz mais um ano do assassinato de Iron. Aqui em Imperatriz, ele foi artista, professor, ator, diretor, esposo, filho. A sua vida foi dedicada a arte, a arte de viver intensamente. Da simples pintura em tecido aos palcos. Há quatro anos os imperatrizenses tem essa interrogação: Quem o matou?

10 de julho de 2013. Iron saiu para um show católico com a esposa durante Expoimp. Ao chegar na rua em que morava, dois elementos que vinham atrás em uma moto se aproximaram do casal e começaram a efetuar tiros em Iron, quatro tiros o acertaram nas costas, tendo ele corrido menos de dois metros e caído no chão. Em seguida os assassinos se aproximaram e efetuaram mais dois tiros no rosto. Segundo a perícia, foram nove tiros.

O caso provocou comoção social. Todos queriam saber o porquê de tamanha crueldade. Divergiu opinião entre o Ministério Público e a Polícia militar. Segundo relato na matéria do Imirante.com, divulgada dois anos atrás, o delegado regional de segurança, Eduardo Galvão, explicou que o crime é complexo, “mas as investigações prosseguem e deverão ser assumidas nos próximos dias por uma equipe especial. Uma comissão de promotores de Justiça pediu e houve deferimento pelo Poder Judiciário, a designação de uma equipe só para apurar esse crime”.

Depois disso, a cada ano, o noticiário local não esquece o crime. A mídia levanta a questão: quem matou Iron? Por que o mataram? A polícia sempre anuncia novas investigações e as buscas por respostas parecem não cessar. Em outros noticiários, é possível encontrar matérias [de 2016] em que um delegado Praxisteles Martins explica: “Ao contrário do que muitos estão pensando, as investigações estão bem avançadas. Estamos com nosso trabalho bastante avançado em termos de investigações, mas infelizmente, não podemos mostrar resultados agora. Esse crime é muito complexo”, disse.

E o noticiário complementa: “De acordo com o delegado, as investigações estão em sigilo por uma série de fatores, como pessoas que precisam ser preservadas, a exemplo da própria família da vítima e de pessoas investigadas”.

Amigos pedem justiça anualmente pela morte do artista.

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