CIDADE

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Railson Andrade - 14:01 15/07/2017

De residencial a comércio: Avenida Bernardo Sayão

O nome é em homenagem ao engenheiro responsável pela construção da Belém-Brasília

Avenida Bernardo Sayão. (Foto: Fernando Cunha)

Em um estremo a rua Simplício Moreira, no outro a BR-010, a Avenida Bernado Sayão ganhou esse nome em homenagem ao engenheiro responsável pela construção da Belém-Brasília, mas que morreu semanas antes da inauguração da rodovia, atingido por uma árvore no desmate para abrir a estrada. Faleceu no dia 15 de janeiro de 1959.

De acordo com lembranças do mototaxista José Edmilson, a rua era de terra e “foi construída entre 70 e 74, porque o 50º Bis foi inaugurado em 74. Me lembro que meu irmão foi da primeira companhia”, informa.

A Avenida Bernardo Sayão caracterizada por sua largura, já “foi aberta assim, igual é hoje”, observa Edmilson, relembrando da imensidão da rua. A poeira era constante, assim como em todas as ruas da cidade.

Se no início da Avenida as casas eram todas de taipa, com barro e coberta por palhas, o cenário hoje é bem diferente. Poucos são os imóveis residenciais, principalmente no trecho central da Bernardo Sayão. Atualmente é caracterizada como um outro centro comercial, fora o calçadão e Avenidas Getúlio Vargas e Dorgival Pinheiro.

O mototaxista também destaca que “hoje mudou tudo e o comércio no decorrer do tempo foi tomando conta da Avenida”, principal do bairro Nova Imperatriz.

Cruzamento da rua Ceará e Avenida Bernardo Sayão. (Foto: Albé Ambrogio)

O engenheiro Bernardo Sayão

Conhecido como "Desbravador da floresta", Sayão foi encarregado pelo presidente Juscelino Kubitschek (JK) de construir a estrada Transbrasiliana (Belém-Brasília), que passaria a ligar, numa extensão de 2.240 quilômetros, a capital e o Norte do país.

Bernardo Sayão, um dos diretores da Novacap, nasceu em 18 de junho de 1901, na cidade do Rio de Janeiro. Em 1923, formou-se pela Escola Superior de Agronomia e Medicina Veterinária de Belo Horizonte.

Em um trecho do livro “Por que construí Brasília”, Juscelino Kubitschek descreveu o trabalho de Bernardo Sayão em Brasília da seguinte maneira: “Quem olhasse o local onde estava sendo iniciada a construção de Brasília, sempre o veria: chapelão na cabeça; rosto queimado de sol, suando em bica”.

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