CULTURA

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Daniela Souza - 17:27 15/07/2017

O ritmo que envolvia Francisca do Lindô: suas contribuições nas danças populares do município

O grupo “Batalhão real” foi fundado por dona Francisca para difundir a dança do lindô

Em entrevista ao programa Giro Cultural (TV Band Cidade, 2008), a repórter Lucia Pacheco questionou como iniciou a paixão pelo Lindô. (Foto: Reprodução)

Conhecida como Dona Francisca do Lindô e com mais de 30 anos de vida ativa na cultura popular de Imperatriz, dona Maria Francisca Pereira da Silva, se doou encantando e colorindo as danças folclóricas de Imperatriz até os seus 74 anos. No início, os filhos, netos, genros e noras eram os dançarinos, ao passar dos anos, os imperatrizenses entenderam a riqueza cultural que Dona Francisca do Lindô trazia consigo.

O grupo “Batalhão real” foi fundado por dona Francisca para difundir a dança do lindô. O ritmo traz à memória as quadrilhas juninas praticadas na região sul maranhense. No figurino das mulheres o essencial são as saias longas com estampas floridas, para os homens, roupa social: calças com as pernas um pouco dobradas e camiseta social. Descalços, os casais vão entrelaçando os braços em círculo, ao ritmo do tambor.

Em entrevista ao programa Giro Cultural (TV Band Cidade, 2008), a repórter Lucia Pacheco questionou como iniciou a paixão pelo Lindô. Dona Francisca recorda que sempre gostou de dançar os ritmos folclóricos. “A dança do lindô nasceu em Portugal, em 1722 chegou ao Brasil. Dois irmãos que trouxe para a cidade de Caxias. Lá os irmãos formaram essa brincadeira chamado de “lindo”. Desde criança eu gostei de dança folclórica: lindô, mangaba, cacuriá, boi... se eu pudesse participava de tudo. Quando meus filhos foram crescendo, eu fui ensinando”, disse dona Francisca.

Dona Francisca do Lindô morreu neste ano no dia 06 de junho, aos 74 anos, vítima de um câncer. Viveu 39 anos no bairro Santa Inês. A herança que recebeu de seus pais foi aprender a dança do lindô ainda quando morava em Caxias. Com isso, dona Francisca difundiu a dança em Imperatriz e é passada de geração para geração, ela deixou sua marca na cultura imperatrizense e sua memória viva.  

(Foto: Imperatriz Fotos)

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