CIDADE

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Daniela Souza - 19:57 15/07/2017

Por que a “Rua 15 de novembro” é um ponto histórico da cidade de Imperatriz?

O que pouca gente sabe é que antes, a primeira avenida de Imperatriz era chamada de Rua Grande e, pouco tempo depois, de Rua de Dentro

A Igreja Santa Tereza D'Avila, localizada na 15 de Novembro, tem em seus detalhes rústicos, as marcas da história de Imperatriz. (Foto: Reprodução)

A primeira rua da cidade foi batizada por 15 de novembro para lembrar da data de proclamação da república (1889). O que pouca gente sabe é que antes, a primeira avenida de Imperatriz era chamada de Rua Grande e, pouco tempo depois, de Rua de Dentro. A partir dessa avenida, outras ruas foram criadas: a Rua Frei Manoel Procópio e Teresa Cristina.

Em 2013, o historiador Adalberto Franklin concedeu entrevista a um site local e explicou o contexto histórico que envolve a avenida. “A Rua 15 de Novembro era considerada o espaço em que a nobreza vivia. Tinha casas de coronéis, políticos, primeiro mercado municipal, o fórum, a igreja matriz com as missas e os tradicionais festejos. A vida da cidade era a Rua 15 de Novembro. Todo o movimento da cidade, era na avenida. Os acontecimentos políticos e festivos. As autoridades, moravam nessa rua, as pessoas casavam na Igreja Santa Tereza e saiam em procissão pela 15 de Novembro, fazendo o cortejo aos recém-casados. A rua era considerada um espaço público, como se hoje fosse uma praça ou casa de evento”, explicou o jornalista.

Ainda segundo o escritor, algumas tragédias aconteceram na 15 de Novembro. “O assassinato do Prefeito Renato Cortez Moreira (1993), em frente ao Mercado Municipal Bom Jesus”. E complementa, “atualmente a avenida é habitada por famílias tradicionais como a família Cortez Moreira, Milhomem, Rolinho e Rocha dentre outras. Ainda permanecem ali, casas, de filhos, netos, sobrinhos e primos”.

A Igreja Santa Tereza D’Avila, localizada na 15 de Novembro, tem em seus detalhes rústicos, as marcas da história de Imperatriz. A Santa tornou-se padroeira na fundação da cidade: 16 de julho de 1852, ordenada pela expedição de fundadores de Imperatriz, Frei Manoel Procópio da ordem Carmelita. Como é de práxis nas igrejas católicas, a cada ano acontece o festejo em homenagem à padroeira de Imperatriz.

Com tamanha devoção dos imperatrizenses, a procissão relembra o marco da fundação da cidade. Segundo a jornalista Rosana Barros no artigo “Tradição e Fé: Uma Narrativa Fotográfica na procissão de Santa Tereza D’ Ávila”, retrata alguns detalhes da procissão. “O último momento das homenagens é a caminhada do Porto da Balsa até a Igreja Matriz. Assim como na passeata, as pessoas saem de sua casa para observar a passagem da Santa, cada qual à sua maneira, festeja o grande dia. A chegada na igreja é acompanhada pelos fiéis da caminhada e outras pessoas que vieram para a celebração da missa”, descreve em seu artigo.

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